segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

URUCUNGO: Fragmento da Pesquisa.










Para aqueles que ainda não assistiu esta performance esta é uma boa oportunidade de ver um fragmento da pesquisa em dança URUCUNGO. Fragmento apresentado a no Universidança no mês de julho de 2009, na Universidade Federal de Alagoas, além de fragmentos apresentados no projeto Registro Geral.
























Urugungo

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Relatório Final RG

A pesquisa em dança “Urucungo” surge no ano de 2009 na disciplina composição coreográfica do curso de Licenciatura em dança da Universidade Federal de Alagoas-UFAL. Nesse período comecei a ter minhas primeiras inquietações sobre o que é dança. Fiquei com esta pergunta em minha mente durante um bom tempo e aproveitei a disciplina para tentar formular alguma coisa que pudesse responder.
Outro fator que contribuiu para o inicio desta pesquisa foi minha prática na capoeira onde a dança é uma das linguagens forte em sua execução e por uma necessidade própria de dançar em espaços abertos, visto que meus colegas do curso sempre procurava apresentar trabalhos em espaços fechado com uma certa comodidade para realizar a pesquisa.
Passando por este isto, ainda no ano de 2009, inclui a replica de uma máscara da Sociedade do Congo, denominada de N,Kimba, máscara de um xamã africano onde tem todo uma utilização de cunho religioso para aquela comunidade e introduzi na minha pesquisa.
Ainda em 2009 conversando Jorge Schutze um pesquisador, bailarino e coreógrafo sobre minhas inquietações ele sugeriu formar um grupo de pesquisa em solos, por perceber que muitas pessoas estavam numa perspectiva parecida, sendo assim ele escreveu o projeto chamado Registro Geral e apresentou a mim e observei que o projeto tinha como principal atrativo a questão dos ensaios abertos para algumas pessoas e que estas pessoas selecionadas para assistirem a apresentação pudessem ao final do ensaio falar sobre os solos apresentados.
O projeto foi aprovado pelo Premio Klauss Vianna de Dança e começamos nossos encontros no mês de outubro, nesse momento do projeto aconteceu que o solo de Jorge que é chamado de CAIO: Procedimento de rotina o de Charlene Sadd, que era Falsa Magrela e o meu Urucungo estavam certos para estarem nesse projeto e por necessidade de ampliar a participação de outros solos foi sugerido por mim o solo de Jadiel Ferreira denominado de Ancestral, por Charlene o de Maury Vaz com a performance Instantâneo Integral e por Jorge o solo de Regis Oliveira chamado Espinhos. Infelizmente um mês depois, dois destes solos citados saíram que foi o de Jadiel Ferreira e o de Regis Oliveira. Passou a integrar ao projeto Registro Geral outro solo o de Jailton Oliveria chamado Memórias da Pele.
Passando-se o mês de Novembro e chegamos ao mês de Dezembro com algumas perguntas que ficavam pertinentes que era como vamos trabalhar nossos solos? Apesar de estarmos nos encontrando pouca coisa foi construída no meu solo Urucungo e fiquei angustiado sem saber o que fazer. Num dos encontros quem ficou responsável para dar uma aula no próximo foi a Maury Vaz que pediu para nós trazermos um material que fossemos utilizar em nosso solo e acredito que foi uma iniciativa que deu certo, pois foi um momento muito bom para dar continuidade a minha pesquisa.
Ainda no mês de dezembro de 2009, decidimos marcar o primeiro ensaio aberto para o dia 28 de Janeiro e durante este mês todos trariam seus trabalhos e apresentariam a todos, lembro como hoje que ao apresentar meu trabalho ao grupo fui questionado e sai do encontro pensando em todas as questões levantadas pelo grupo e voltei no outro encontro pensando em alguns momentos de desistir da pesquisa, foi quando Charlene Sadd trouxe um texto para mim, falando sobre a montagem de seu trabalho e assim que terminou de ler o texto ela me pediu calma em meu trabalho e eu agradeço a ela até hoje, pois as idéias que vem em minha cabeça eu quero colocar todas de uma vez e só pude perceber que isso estava errado quando ela falou.
Passando por esta fase do processo de pesquisa de Urucungo, veio a primeira apresentação aberto ao publico no dia 28/01/2010. Ao apresentar todos os trabalhos o público começou comentar e eu me sente incomodado no começo e sem perceber ficava criando justificativa para responder as perguntas, justificativas que entendo hoje que revelava a fragilidade de Urucungo. Diga-se de passagem, o projeto Registro Geral é uma experimentação no cenário da dança e da performance em Alagoas, pois até então eu nunca tinha visto em nosso Estado grupos de dança abrir seus ensaios para o público criticar.
Ainda com relação às criticas nesse primeiro ensaio aberto aconteceu críticas e elogios a pesquisa, porém naquele momento da pesquisa eu estava mais interessado nas críticas, pois foi o que me instigou a dar continuidade sobre meu trabalho e me desafiou a encontrar um caminho que até então eu não tinha.
No dia da apresentação uma das criticas foi sobre a máscara foi que elas se perdiam e seu sentido na hora da apresentação ficava fraco ou o sentido quase que era o mesmo, linear. Outra observação que me fizeram foi sobre a improvisação, que poderia ser um caminho, naquele momento lembrei que iniciei a pesquisa Urucungo pela improvisação e penso em realizar na rua como também no espaço do quilombo, queria voltar a um assunto que eu tinha iniciado na pesquisa.
Passando este momento de reflexão fomos para o segundo ensaio aberto, que foi no dia 18/03/2010 e neste eu apenas trabalhei com a improvisação e com a máscara e apenas utilizei a improvisação e as críticas foram a fluência entre um movimento e o outro. Nesta apresentação a transferência de movimento que a pesquisa Urucungo sugeria, segundo as pessoas que estavam assistindo não estava claro e a sugestão que a Telma Cesar fez foi esgotar o movimento para ver até onde ele iria me levar. Eu sai desta apresentação e fui trabalhar em meu corpo a fluência e a transferência de uma ação para outra na pesquisa e gostei desse retorno, pois foi depois das observações do público que trabalhei e venho trabalhando esta questão na pesquisa Urucungo.
No terceiro ensaio aberto no dia 23/04/2010 foi muito significativo, pois uma fala de Ricardo Araujo foi o que ficou repercutindo durante um bom tempo que foi a seguinte: “o lugar seguro é um lugar perigoso” ouvindo isso sobre todos os trabalhos sente uma responsabilidade de estar cada vez mais certo do que eu quero dizer com meu corpo, com minha pesquisa, com Urucungo.
Neste dia eu optei por utilizar o berimbau como estimulo para as ações que viria depois, realizei três momentos para a performance e consegui com êxito fechar algumas ações, porém ainda assim a questão da transição de um momento para o outro ainda foi feito por Telma Cesar, além da persistência em deixar claro o que eu quero dizer.
Tiveram muitas questões que achei pertinente para o processo de minha pesquisa, porém as que eu citei foram e estão sendo as mais relevantes para a pesquisa Urucungo por este motivo fiz questões de citar o Ricardo e a Telma como pessoas que deixaram questões para que eu pudesse retornar a meu trabalho com mais clareza.
Logo após ter realizado mais um ensaio aberto de Urucungo fui convidado a apresentar meu trabalho de pesquisa Urucungo num evento no Estado de Sergipe, mas especificamente na Cidade de Laranjeira. A participação da performance Urucungo na Universidade de Laranjeira em Sergipe aconteceu no dia 15/05/2010, este evento de dança foi realizado pelo grupo de pesquisa Dança & Diversidade da UFS, onde foram realizadas palestras e oficinas. Na ocasião aconteceu também varias outras apresentações artísticas de Dança.
Outro momento em que pude apresentar minha pesquisa foi no II Universidança, evento realizado pelo curso de Licenciatura em dança de Universidade Federal de Alagoas - UFAL. Este evento aconteceu no dia 18/05/2010, foi uma apresentação onde a participação do publico foi num formato idêntico ao do projeto Registro Geral, pois ao termino da apresentação o público ficou fazendo varias perguntas sobre a composição de Urucungo.
Estas duas apresentações aconteceram fora do programado no projeto Registro Geral. A que aconteceu na Universidade de Laranjeira/Sergipe, foi de uma riqueza no sentido de conhecimento com relação ao público de um outro Estado, e a participação do evento Universidança já em Maceió pala UFAL foi interessante no sentido de que foi a primeira vez que eu utilizei uma iluminação sobre meu trabalho e que ficou muito interessante e facilitou o entendimento sobre a pesquisa Urucungo. Percebo um efeito positivo sob Urucungo que penso só ter conseguido por ter entrado no projeto Registro Geral.
Vale ressaltar que durante o processo de pesquisa de Urucungo muitas de minhas necessidades vieram a tona, como por exemplo dançar em espaços abertos e aconteceu que surgiu uma outro performance que já tinha em mente e que nasce com um objetivo que é dançar no Tempo de um sinal de transito e com isso interferir nas cenas urbanas é um experimento que denominei de Encruzilhadas. Este experimento eu já apresentei no dia 13/05/2010 na reitoria da UFAL. Na ocasião estava acontecendo uma exposição de sapatos e como nessa pesquisa eu utilizo uma cadeira com vários sapatos resolvi experimentar e foi muito interessante como material para estudos posteriores. Encruzilhadas é uma pesquisa que esta em construção, por tanto não esta concluída.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Aparição Urucungo


1º Aparição fora do projeto Registro Geral.


A participação da performance Urucungo na Universidade de Laranjeira em Sergipe aconteceu no dia 15 de Maio de 2010. foi um evento de dança realizado pelo grupo de pesquisa Dança & Diversidade da UFS, onde foram realizadas palestras e oficinas. Na ocasião aconteceu também varias outras apresentações artísticas de Dança.




2º Aparição fora do projeto Registro Geral.

Outra apresentação foi no II Universidança, realizado pelo curso de Licenciatura em dança de Universidade Federal de Alagoas - UFAL. Este evento aconteceu no dia 18 de maio de 2010, foi uma apresentação onde a participação do publico oi num formato idêntico ao do projeto Registro Geral, pois ao termino da apresentação o público ficou fazendo varias perguntas sobre a composição de Urucungo.




terça-feira, 4 de maio de 2010

Encruzilhadas


A Performance Encruzilhadas nasce com um objetivo que é dançar no Tempo para interferir nas cenas urbanas é um experimento que começou da necessidade de Dançar na rua em encruzilhadas urbanas.


A primeira apresentação foi no dia 29 de Abril, no dia internacional da dança enfrente ao Alagoinha no bairro da Pajussara.

A Cadeira: A cadeira foi concebida quando tive que preparar uma cadeira para uma matéria do curso de Dança da Ufal chamada de cenografia, com isso eu aproveitei e assimilei a cadeira a performance.


Os Sapatos, sandálias e tamancos: inspirado com a encruzilhada da vida tento dar sentido a este objeto que usamos para substituir nossos solados dos pés, objeto que nos leva para todas os lugares, pense sim que são os calçados que encruzam nosso corpo descalço.

O Improviso: Esta performance tem como eixo principál o improviso com o Espaço Urbano, os sinais de transito e seus tempos de passagens. o espírito de gostar de dançar em cenas urbanas.


Esta dança/performance acontecerá no dia 13 de maio as 10h da manhã na reitoria da Universidade Federal de Alagoas, durante o ato onde será exposto dois 2.000 mil pares de sapatos simbolizando as quantidades de mortos na cidade de Maceió no de 2009.

RG: Relatos Parciais

Registro Geral

Por: Denivan Costa










O projeto rEGISTRO gERAL encontra neste exato momento no meio de processos, onde o amor e o ódio são um só, num projeto que tem de ser executado em 8 meses já chegamos no quarto mês e com todas perturbações e interferências possíveis sob nosso corpo. Passamos por momentos de pura incerteza e nos levamos a cair no vazio de nossos corpos e de nossas Danças, performance, representação ou qualquer uma dessas classificações que alguém queiro nos ROTULAR que por mais que não sejamos INSTANTÂNEO em nossas ações sei que somos INTEGRAL em nossos PROCEDIMENTOS DE ROTINA e que no cair ou no eu CAIO e eu me levanto a única coisa que fica codificada em nosso corpo, são as MEMÓRIAS DA PELÉ que por mais distante que possamos ficar de nós mesmo é mais fácil nos perceber humanos e mais errôneo quando procuramos o som de dentro da gente o URUCUNGO existente em nossas ações improvisadas em nosso dia a dia.

Algo esta ficando bem certo no meu processo de pesquisa e que tenho certeza, mas do que nunca que a improvisação é meu eixo de atuação, coisa que a 4 meses atrás não sabia exatamente o que eu queria com meu solo, com meu corpo URUCUNGO e tenho a absoluta certeza que consegui chegar a este ponto porque em minhas incertezas tive Jorge Schutze com seu jeito forte me dizendo a verdade, Charlene Sad com seu jeito explicativo me dizendo a verdade, Mary Vaz com seu jeito delicado me dizendo a verdade, Jailton oliveira com seu jeito tranqüilo me dizendo a verdade.

Lembro como hoje do primeiro a 4 meses atrás no dia em que conversamos sobre cada solo e me dei conta nesse dia que eu não tinha argumentos concretos para realizar minha pesquisa em Dança Urucungo e hoje ainda é difícil, porém uma coisa mudou em mim que foi o poder da escuta do outro.

A escuta dentro desse registro de pesquisa em dança tem sido bem interessante no sentido de que quando abrimos nossos ensaios para a comunidade artística ficamos abertos a tudo. Lembro do primeiro ensaio que eu tentei explicar meu solo para a platéia e senti naquele momento que cada vez que eu tentava explicar eu mesmo não entedia o que eu respondia nesse sentido o primeiro foi bem ruim, pois apesar de sermos seres humanos que erramos não admitimos errar.

A escuta no segundo foi revelador, pude escutar as pessoas falando de mim e de forma tão intima e com uma propriedade sob meu solo que eu pude entender que ser criticado nem é o foco mas sim ser instigado a pensar a ação sim, pensar minha ação esta sendo um ganho nessa pesquisa em dança, pensar no corpo foi encontrar respostas para o eixo mobilizador de minha ação corporal em cena.

A escuta no terceiro ensaio me deixou bem mais tranqüilo, pois saindo do segundo ensaio com varias questões a serem resolvidas determinei um ritmo de vida que me permitiu enxergar no improviso um campo de atuação e adentrar mais um pouco no solo.

Estamos hoje tentando realizar nosso encontros de forma que um possa opinar no trabalho do outro e isso esta sendo um aprendizado para mim, esta sendo uma vivencia experimental que com certeza irei levar para os próximos trabalhos que eu for realizar.

O meu solo Urucungo me revela e quando isso acontece percebo que a cada demonstração o meu processo de pesquisa me leva para algumas soluções e problemas que só eu conseguirei vislumbrar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Máscara
O Som Corpo
O Berimbau
A Cabeça
A Ancestralidade O Improviso
O Corpo



Para Saber...


URUCUNGO no II Universidança: mostra academica de dança da UFAL


Dia 18 de Maio
Local: Espaço Cultural na sala preta
Horário: as 19:30h
entrada franca.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Nkimba sociedade e Congo: crenças religiosas
















A maioria dos sistemas de crença generalizada na África são as religiões do mundo do cristianismo e do islamismo. No entanto, existem muitas e diferentes religiões tradicionais, bem como, incluindo a crença em muitos deuses e ao culto dos antepassados. Antepassados são os prestadores de regras de conduta para a comunidade. Se irritou, seu espírito pode causar danos e devem ser aplacada com oferendas. A crença de que os reis são deuses é outra parte importante da religião tradicional. Os reis da final Benin Gana, por exemplo, são demasiado santo para falar diretamente com seus temas e deve usar um porta-voz.


Extraído do livro: Eyewitness books

ÁFRICA/ Discover the Traditional lifestyles, beliefs, skills ,and crafts of the peoples of this ancient continent.

Autor: Yvonne ayo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

REGISTRO URUCUNGO



Estamos nos encontrando no projeto rEGISTRO gERAL desde novembro, sempre as quintas e sextas-feiras e muitas coisas já aconteceram. Assim que começamos ficou claro o quanto seria de nossa responsabilidade individual e o quanto seria responsabilidade coletiva.
Ficou decidido que cada participante solista tinha que aplicar uma aula por semana, já se foram três meses, porém só começamos a contar como parte da execução do projeto a partir do mês de Dezembro de 2009, quando começamos a realizar aulas práticas.

Quero falar um pouco de cada solo do meu ponto de vista a partir das explicações e ações que foi exposta pelos seus respectivos solistas.

Uma das primeiras aulas foi de consciência corporal quem realizou de foi Jorge Schutze. O solo dele tem o nome de CAIO, pelo que entendi é um solo que trata do Homossexualismo, porém quando vi uma das apresentações dele achei de uma coragem, pois retirar tudo do corpo e doa para as pessoas sua personalidade crua é de uma extrema coragem, estou curtindo ver o trabalho dele.

Como ficou sob responsabilidade de cada pessoa aplicar uma aula, teve também à aula de Mary Vaz onde ela pediu para trazermos um objeto que iríamos usar em nosso solo e foi uma aula interessante, pois foi quando cada pessoa mostrou um pouco de sua performance. Mary na verdade se chama Maria é que ela não gosta de ser chamada assim, ela prefere Mary, o solo dela se chama INSTANTÂNEO INTEGRAL, eu ainda não assiste toda a apresentação dela, mas vi o blog e algumas partes eu a vi realizar no local do ensaio e ela recitou um poema que eu achei muito interessante e achei de uma força muito grande, também segundo ela faz 4 anos que pesquisa o seu solo.

Outra pessoa que estou gostando de vê o desenvolvimento de seu trabalho é a Charlene Sad, o solo dela se chama FALSA MAGRELA, ela expõe as próprias angustia na cara de pau, uma angustia de ter problemas com seu corpo, anorexia acho que esse o nome, porém deveria de chamar insistência, pois da ultima vês que a vi apresentando-se percebi como ela é insistente, gosto muito de seu trabalho e das coisas que ela fala.

A ultima aula foi realizado pelo Jailton, ele realizou uma aula de dança afro, foi bastante boa, pois nunca mais tinha ido a uma aula tão pesada. O solo dele se chama LEMBRANÇAS DA PELE, é sobre as memórias que seu corpo carrega, no movimento, na vida, já tive oportunidade de dançar com ele na Bahia e foi um momento inesquecível pelo menos para mim, vi um pouco o seu trabalho e confesso que achei muito difícil de não gostar, fico feliz dele ter encontrado um caminho depois que fomos para Bahia, muito bom seu trabalho e também muito boa suas aulas.

Agora vem o mais difícil que é falar sobre meu trabalho, URUCUNGO, eu primeiro quero dizer que fico feliz por estar na companhia limitada, pois eles me revelam quem sou, quando começo a me apresentar, me revelam por onde posso ir. Em minha pesquisa vejo que é a mais confusa de todas que falei, pois às vezes parece sem rumo, sem foco, sem concentração.

Quando na aula de Mary ela me pediu para trazer algo que eu iria colocar na performance levei uma máscara de tortura, fiz minha apresentação e os questionamentos do grupo me fizeram pensar sobre a máscara, sobre o que ela representava e como ela é forte em cena.

No ultimo encontro foi o mais difícil para mim, pois eu tinha negligenciado minha pesquisa, não lembro quando eu fui pesquisar e quis colocar tudo de uma vez para fora. Na minha cabeça estava claro que seria um ritual, porém não sabia que seria tão difícil realizar o que queria, então levei tudo e simplesmente mostrei claro que com muito medo, me senti inseguro na hora da apresentação.

Eu não sentia meu corpo e não sei o que aconteceu comigo, o pessoal me deu uma sacolejada, uns bons tapas na cara, todos falaram tudo o que achavam e eu não conseguia nem responder, foi um dia terrível e maravilhoso ao mesmo tempo, foi para casa pensando que realmente era melhor deixar a pesquisa, me senti um nada e não consegui dormir, no outro dia parecia que tinha sido atropelado por um trator.

Resolvi depois de tanta angústia tomar meu corpo de volta e tomei as tapas na cara como conselhos, uma palavra que a Charlene disse para mim que foi Calma, ela perguntou onde está seu corpo? E isso ficou ressonando na minha mente como uma musica, como um berimbau bem afinado.

No outro dia fiz um experimento apenas com meu berimbau e mostrei a todos e entendi uma coisa se estivesse só provavelmente não teria continuado, provavelmente teria procurado outra coisa para fazer.

Ontem fiz uma coisa que até agora estou pensando, fui até o local onde realizamos os ensaios, levei minha câmera deixei ligada e fiz tudo só que por parte, quando fui ver me deparei comigo fazendo as coisas mais absurdas e foi onde eu não conseguia ver um movimento no meu corpo, parecia que estava amarrado.

Apesar de tudo, algumas coisas surgiram e irei colocar na apresentação de quinta-feira dia 28 de Janeiro de 2010.
postarei assim que tiver mais coisas...
Denis